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  • Daniel Dias Machado

O Enfermeiro Esteta no Tratamento de Acne por Peeling Químico

RESUMO: A pele é o maior órgão do corpo humano. Funcionalmente age como um envoltório de proteção ao meio externo controlando a perda de fluidos corporais. A acne surge devido a um processo inflamatório das glândulas sebáceas que se expandem por camadas mais profundas da pele e podem levar à destruição de tecidos Este estudo tem como objetivo principal pesquisar dados científicos publicados nos últimos anos sobre o tratamento da acne por peeling químico relacionado ao enfermeiro esteta. Foi realizada uma pesquisa do tipo revisão de literatura nas bases de dados GOOGLE ACADÊMICO, PUBMED e BDENF de artigos publicados nos últimos 10 anos. O peeling químico, também conhecido como quimioesfoliação ou dermopeeling, consiste na aplicação de um ou mais agentes esfoliantes na pele, resultando na destruição de partes da epiderme e/ou derme, seguida de regeneração dos tecidos epidérmicos e dérmicos. é direcionado para a melhoria estética do paciente que deseja diminuir ou até sessar a acne, assim como os seus diversos efeitos que afetam a pele. Pode-se concluir que o Peeling Químico é um tratamento com alta eficácia e segurança para casos de acne e suas consequências para a pele.


PALAVRAS-CHAVE: Peeling, Enfermagem estética, acne, tratamento.


ABSTRACT: The skin is the largest organ of the human body. Functionally, it acts as a protective wrapping to the external environment, controlling the loss of body fluids. Acne arises due to an inflammatory process of the sebaceous glands that expand into deeper layers of the skin and can lead to tissue destruction This study has as main objective to research scientific data published in recent years on the treatment of acne by chemical peeling related aesthetic nurse. A literature review search was carried out in the GOOGLE ACADÉMICO, PUBMED and BDENF databases of articles published in the last 10 years. Chemical peeling, also known as chemoexfoliation or dermopeeling, consists of the application of one or more exfoliating agents to the skin, resulting in the destruction of parts of the epidermis and/or dermis, followed by regeneration of epidermal and dermal tissues. It is aimed at the aesthetic improvement of the patient who wants to reduce or even heal acne, as well as its various effects that affect the skin. It can be concluded that Chemical Peeling is a highly effective and safe treatment for acne and its consequences for the skin.


KEYWORDS: Peeling, Aesthetic nursing, acne, treatment.


Introdução

A área de atuação do enfermeiro vem tem se expandindo fortemente nos últimos anos tanto do mercado brasileiro como mundialmente, assumindo diversos papéis, entre eles os não tradicionais, podendo atuar em campos como estética e tratamentos alternativos (COLICHI, 2019).


Após a Resolução n.° 529/16 do COFEN entrar em vigência, o profissional de enfermagem se deparou com uma nova realidade e com os avanços tecnológicos na área da estética. Entre as possibilidades da área, é possível observar diversos tratamentos para a pele acneica.


A pele é o maior órgão do corpo humano. Funcionalmente age como um envoltório de proteção ao meio externo controlando a perda de fluidos corporais, evitando a penetração de substâncias estranhas e nocivas ao organismo, atuando assim como uma capa protetora e uma barreira impermeável a muitas substâncias (GONCHOROSKI et al, 2005).


A acne surge devido a um processo inflamatório das glândulas sebáceas que se expandem por camadas mais profundas da pele e podem levar à destruição de tecidos, causando cicatrizes e cistos que se expandem por camadas mais profundas da pele e podem ser muito dolorosos e deixar cicatrizes (SBD, 2018).


Tendo em vista o exposto nos parágrafos acima, o presente estudo gerou o seguinte questionamento: Como o peeling químico age no tratamento contra acne?


Desta forma, este estudo tem como objetivo principal pesquisar dados científicos publicados nos últimos anos sobre o tratamento da acne por peeling químico relacionado ao enfermeiro esteta.

Para atender o objetivo proposto, optou-se pela utilização do método de revisão bibliográfica, o qual é caracterizado por apresentar abordagem metodológica referente às revisões e permitir ao pesquisador obter subsídios para a elaboração de uma síntese do conhecimento já descrito na literatura (SOUZA, M. T.; SILVA, M.D.; CARVALHO, R. 2010).


A coleta de dados foi realizada no período de Março a Abril de 2022 com busca nas seguintes bases eletrônica de dados: BDENF, PUBMED, e Google Acadêmico.


Desenvolvimento

Segundo Borges (2006), o peeling químico, também conhecido como quimioesfoliação ou dermopeeling, consiste na aplicação de um ou mais agentes esfoliantes na pele, resultando na destruição de partes da epiderme e/ou derme, seguida de regeneração dos tecidos epidérmicos e dérmicos.


A acne é uma doença dermatológica crônica que ocorre devido a um processo inflamatório, exceto na acne comedoniana, que consiste na obstrução por queratina e sebo no folículo pilossebáceo. A pele é composta por duas camadas. A camada mais superficial é chamada de epiderme, e abaixo da epiderme está a derme (ALMEIDA-JUNIOR et al., 2020).


O estudo de Yokomio, 2013 relata que quando o profissional da saúde indica um peeling, deve analisar o perfil psicológico do paciente, além da sua atividade profissional e seu tempo disponível para afastamento. Além disso, é necessário oferecer informação detalhada através de material educativo, indicar o preparo prévio e esclarecer sobre o período de descamação e os benefícios esperados.


De acordo com a mesma autora, os peelings pode ser classificado quanto a profundidade, como descrito na tabela 1. Quanto mais profundos, mais aparentes serão os resultados, porém aumentarão também os riscos e o desconforto no período após o procedimento.


Tabela 1 – Profundidade do procedimento

MUITO SUPERFICIAIS - Removem o extrato córneo, profundidade de 0,06mm

SUPERFICIAIS - Provocam esfoliação epidérmica

da camada granulosa até a basal (0,45mm)

MÉDIOS - Atingem a derme papilar (0,6mm)

PROFUNDOS - Atingem a derme reticular média (0,8mm)

Fonte: autor, a partir de Yokomio (2013).


De acordo com Rotta (2008), além da acne e suas sequelas, esse tipo de tratamento tem várias aplicabilidades, dentre elas: casos de rugas, melanoses, queratoses actínicas, melasma, hiperpigmentação pós-inflamatória, cicatrizes atróficas, estrias, queratose pilar e para clareamento da pele. No entanto é contraindicado nos casos de fotoproteção inadequada, gravidez, estresse ou escoriações neuróticas, uso de isotretinoína oral há menos de seis meses, cicatrização deficiente ou formação de queloides.


Um estudo que objetivou realizar um levantamento bibliográfico a respeito da utilização dos principais agentes de peelings químicos nos trata- mentos faciais, concluiu os mesmos apresentam resultados satisfatórios nos distúrbios de pele, entre esses distúrbios a acne foi descrita, assim como as suas sequelas (GUERRA, 2013).


De acordo com os resultados de Procorpo (2022), o tratamento é eficiente indicado para tratar acne e suas marcas. As figuras a seguir demonstram o processo do tratamento e seu resultado no rosto.


Figura 1 – Rosto com cicatrizes de acne antes do procedimento de peeling químico

Fonte: PROCORPO, 2022


Figura 2 – Rosto com cicatrizes de acne depois do procedimento de peeling químico

Fonte: PROCORPO, 2022


Como é possível perceber nas imagens acima, o procedimento etm eficácia. Estudos realizados mostram que de modo geral, há um benefício maior para peelings médio e profundo, com complicações ausentes ou mínimas, particularmente para peelings superficiais (STUGMEN, 1982).


Conclusão


Com base nos estudos analisados, pode-se concluir que o Peeling Químico é um tratamento com alta eficácia e segurança para casos de acne e suas consequências para a pele. Existem diversas questões que referem contraindicação do método, no entanto, profissionais especializados como o enfermeiro esteta podem atuar com segurança.


O peeling químico é direcionado para a melhoria estética do paciente que deseja diminuir ou até sessar a acne, assim como os seus diversos efeitos que afetam a pele.

Apesar de sua relevância, o estudo apresenta algumas limitações que podem ser descritas pelo fato de a enfermagem estética não ter sido devidamente reconhecida pelos pacientes e equipe multiprofissional. Além disso, ressalta-se a necessidade de desenvolvimento de estudos relacionados a área estética e de tratamentos com peeling, principalmente por profissionais de enfermagem, visto que esses são extremamente escassos na bibliografia disponível.


Referencias


COLICHI RMB, LIMA, SGS, BONINIABB, LIMA SAM.Empreendedorismo de negócios e Enfermagem: revisão integrativa.Rev Bras Enferm.2019; 72(1): 321-30.

SOUZA, M. T.; SILVA, M.D.; CARVALHO, R. Revisão integrativa: o que é e como fazer. Einstein. 2010;8(1 Pt 1):102–6. DOI: 10.1590/s1679-45082010rw1134

BRASIL; Conselho Federal de Enfermagem. Resolução Cofen nº 529/2016. Normatiza a atuação do Enfermeiro na área de Estética.

SOCIEDADE BRASILEIRA DE DERMATOLOGIA (SBD). "Acne"; SBD Nacional. Disponível em: https://www.sbd.org.br/dermatologia/pele/doencas-eproblemas/acne/23/

GONCHOROSKI, Danieli D.; CORREA, Giane M. Tratamento de hipercromia pós-inflamatória com diferentes formulações clareadoras. Rev. Inframa, v.17, n. 3/4. 2005.

Borges FS. Modalidades Terapêuticas nas Disfunções Estéticas. Phorte. São Paulo:305-23. 2006.

Guerra ECO, Guirro RRJ. Fisioterapia em estética: funda- mentos, recursos e patologias. 2 ed. Manole. São Paulo: 251-60. 2013.

PROCORPO. Estética Avançada, 2022. Disponível em: https://www.procorpoestetica.com.br/medicina-estetica/peeling-quimico

ALMEIDA-JUNIOR, S., CRUZ, R. C. R., CASTELLANE, J. A. S., MARRAFON, A. A., GOMES, S. F. A., OLIVEIRA, K. R. P., & FURTADO, R. A. (2020). Application of Melaleuca alternifolia essential oils associated with phototherapy in acneic inflammatory injury.Research, Society and Development,9(11), e9889119856. https://doi.org/10.33448/rsd-v9i11.9856

STEGMEN SJ. A comparative histologic study of the effects of three pagents and dermabrasion on normal and sndamaged skin. Aesth Plast1982;6:123-35


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